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FODMAPs: o que são, como influenciam a saúde intestinal?

Seu abdômen costuma ficar inchado facilmente, com excesso de produção de gases e você ainda sofre com constantes idas ao banheiro ou constipação? O problema pode estar nos alimentos que você ingere. A dieta com baixo teor de FODMAPs costuma auxiliar muitas pessoas que sofrem com a Síndrome do Intestino Irritável (SII).

Calma, você não está sozinho! Um estudo da Monash University identificou que 15% da população mundial, o que corresponde a 1 em cada 7 pessoas, é afetada pela SII. Uma alimentação equilibrada é o caminho certo para diminuir os efeitos negativos provocados pelos alimentos. Contudo, você não deve iniciar uma dieta sem a devida orientação de um profissional da saúde.

Quer saber mais sobre esse tipo de restrição alimentar e como ter um diagnóstico correto? É só continuar a leitura!

Afinal, o que significa FODMAPs?

FODMAP é o termo em inglês utilizado para representar o conjunto de alimentos que fermentam mais facilmente no organismo. Eles são classificados como oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis. Esses produtos não são absorvidos corretamente pelo organismo e podem gerar desconforto intestinal em muitos indivíduos.

Esses alimentos fermentáveis são considerados carboidratos que, por serem de difícil absorção, podem desencadear o excesso de formação de gases pela microbiota intestinal.

Quais são os tipos de Fodmaps e os alimentos com alto teor de concentração?

Há muitos tipos de comida que contêm carboidratos com alto teor de Fodmap. Por isso, não é aconselhável tentar fazer uma dieta por conta própria, visto que muitos deles contêm nutrientes essenciais para o ser humano. Veja, a seguir, a lista de alguns alimentos e perceba como eles estão facilmente presentes no seu dia a dia:

  • Frutose (monossacarídeos): é o açúcar presente em muitas frutas, vegetais e derivados como manga, maçã, melancia, cereja, tomate seco, mel e melado;
  • Lactose (dissacarídeos): é o açúcar presente no leite e em seus derivados, por isso, está presente em diversos alimentos como leite, iogurte, sorvete, nata, queijo, requeijão;
  • Frutanos (oligossacarídeos): estão presentes em diferentes tipos de comida. Entre eles: cebola, alho, ervilha, ameixa, caqui, romã, alho poró, aspargo, chicória, cogumelos, cevada, centeio e farinha de trigo;
  • Galactanos (oligossacarídeos): feijão, grão de bico, ervilha, lentilha, castanha de caju;
  • Polióis: nectarina, xilitol, eritritol, maltitol, sorbitol, entre outros.

Esses são apenas alguns exemplos de comidas com alto teor de FoodMap. Você consegue conhecer a lista completa no aplicativo ou site do Instituto da Ana Paula Pujol.

Como você pode perceber, muitos alimentos fazem parte da rotina alimentar de muitos brasileiros. No caso do leite e seus derivados, o indivíduo consegue fazer a substituição por produtos sem lactose. Já quanto ao trigo, centeio e cevada, é recomendável evitar esses alimentos e buscar outras opções como pães e bolos feitos com farinhas livres de Fodmaps.

Como saber se é necessário diminuir o consumo desses alimentos?

A dieta com baixo teor de Fodmaps geralmente é recomendada para portadores da síndrome do intestino irritável, uma doença que causa os seguintes sintomas:

  • cólicas;
  • distensão ou dor abdominal;
  • crises que variam entre diarreia e prisão de ventre;
  • flatulência.

Esses sintomas também são comuns em outras doenças, por isso, apenas um médico especialista pode realizar o diagnóstico. Geralmente, são realizados diferentes exames para excluir a existência de outro tipo de enfermidade. Portanto, não inicie uma restrição alimentar sem a orientação de um profissional habilitado.

Como funciona a dieta?

Geralmente, o médico fará recomendação dos alimentos que devem ser evitados no dia a dia e a indicação de um nutricionista para acompanhamento. É importante compreender que muitos alimentos presentes na lista dos Fodmaps têm vitaminas essenciais para manutenção da saúde do indivíduo. Por esse motivo, é aconselhável que você não inicie uma dieta por conta própria.

Deve ser feito um acompanhamento por um nutricionista ou nutrólogo, que será capaz de orientar sobre a substituição de alimentos para que não faltem vitaminas no organismo. Isso porque o tratamento, muitas vezes, inicia com a eliminação total das comidas com alto teor de Fodmaps.

Depois de algumas semanas, o profissional inicia a reintrodução dos alimentos com o objetivo de avaliar a tolerância alimentar do indivíduo. O processo é longo, pois a ideia é acompanhar o efeito de cada alimento no organismo. Caso algum seja causador de fortes sintomas, poderá ser retirado completamente da rotina da pessoa.

Enfim, se ao longo do artigo você percebeu que sofre com muitos dos sintomas relacionados à dieta dos Fodmaps e já percebe o efeito de alguns alimentos no organismo, procure um gastroenterologista para receber o diagnóstico adequado.

E lembre-se: não inicie uma dieta restritiva sem a orientação de um nutricionista ou nutrólogo, pois você deve priorizar a qualidade de vida e a sua saúde.

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About Morgana Hübener Linhares Guzzo

Jornalista que descobriu o incrível mundo do Marketing. Gosta de escrever conteúdos para blogs e aprende a cada dia com um novo tema que precisa estudar. Tem pós-graduação em Comunicação Estratégica e Negócios e está concluindo um MBA em Estratégias de Marketing.

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