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tipos de restrição alimentar

Quais são os tipos de restrição alimentar?

A Organização Mundial da Saúde estima que 1% da população mundial têm doença celíaca. No Brasil, ainda não há uma estimativa exata do número de pessoas afetadas com essa restrição alimentar. No entanto, sabe-se que a patologia é responsável pela morte de 42 mil crianças por ano, principalmente em regiões como a África e a Ásia, que não têm acesso à exames e diagnósticos mais precisos.

Essa doença é apenas um exemplo de restrição alimentar que atinge as pessoas em todo o mundo. Há ainda os que precisam evitar os produtos com derivados de leite, ovos, açúcar e Foodmaps. Quer compreender melhor como os alimentos podem afetar a sua saúde ou de algum familiar? Abaixo explicamos tudo sobre o assunto!

O que é restrição alimentar?

Este termo é utilizado para retratar as doenças, intolerâncias e alergias oriundas dos alimentos, que se transformam em veneno para o organismo. Muitas podem ser herdadas geneticamente, enquanto outras aparecem no decorrer da vida.

Por que ela ocorre? Alguns organismos têm mais dificuldade para digerir as proteínas ou açúcares de determinado tipo de alimento. Assim, a doença pode surgir devido ao excesso de consumo desses itens, uma tendência genética e o uso de produtos industrializados.

É importante saber que as alergias alimentares estão ligadas ao sistema imunológico. “O organismo aciona o sistema de defesa contra determinado alimento agressor, a exemplo do que ocorre com as reações alérgicas por frutos do mar, proteína do leite, glúten e ovos”, explica a nutricionista Talita Menezes.

Já quando se fala em intolerância alimentar, o corpo humano não consegue absorver esses alimentos por um defeito metabólico. Como exemplo podemos citar a intolerância à lactose, que é quando o organismo não produz a enzima lactase.

Quais são os principais tipos de restrição alimentar?

A seguir, listamos os tipos de alimentos ou nutrientes que são os maiores causadores de problemas de saúde ou desconforto nas pessoas:

Glúten

A proteína do trigo pode ser uma grande vilã para as pessoas que não conseguem fazer a absorção correta do nutriente. Quando a doença celíaca é descoberta de forma tardia, causa danos ao intestino e falta de vitaminas e sais minerais no organismo.

Entre os principais alimentos que contêm glúten estão o centeio, o trigo, a cevada e o malte. Contudo, os portadores da doença autoimune também não podem consumir alimentos contaminados pela proteína. Logo, isso gera alguns transtornos na rotina, pois as pessoas precisam evitar, inclusive, restaurantes e cafés que não são livres de contaminação.

Há ainda a sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC) e a alergia ao trigo. Enquanto a última pode ocasionar urticárias, erupção cutânea e irritação na boca e na garganta, a SGNC provoca os mesmos sintomas dos celíacos, como dor abdominal, inchaço e dor de cabeça, com exceção dos danos provocados no intestino.

Leite

Há dois tipos de restrição aos alimentos que contêm leite: a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca (APLV). No primeiro caso, o organismo tem dificuldade de digerir de forma parcial ou completa o açúcar presente na bebida e em seus derivados como: iogurte, requeijão, queijo, nata, entre outros.

Sendo assim, o indivíduo deve buscar os alimentos que já têm a enzima lactase incluída no processo de fabricação ou comprar o produto em farmácias.

A APLV consiste em uma reação alérgica aos produtos que contêm leite. Nesse caso, a pessoa deve restringir o consumo de todos os alimentos que têm o ingrediente e seus derivados em sua composição. A ingestão de alguma comida com a proteína pode causar reações como:

  • urticárias;
  • inchaço na pele;
  • rinite;
  • vômitos;
  • dores abdominais.

Por isso, a APLV exige cuidados ainda maiores em relação às substâncias ingeridas.

Açúcar

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de brasileiros com diabetes aumentou em 61,8% entre 2006 e 2016, o que representa 8,9% do total da população. A tendência mundial é de crescimento no índice de pessoas com essa doença, uma vez que os hábitos alimentares voltados aos produtos industrializados e com excesso de açúcar favorecem o problema.

A diabete tipo 1 ocorre durante a infância ou adolescência, quando o pâncreas deixa de produzir insulina de maneira súbita. A tipo 2 surge mais lentamente e costuma aparecer depois dos 40 anos. Ela é oriunda de uma falha na produção de insulina ou problemas no seu aproveitamento. O excesso de peso, sedentarismo e maus hábitos alimentares contribuem para o surgimento da diabetes tipo 2.

A doença pode ocorrer em pessoas com histórico familiar, naquelas que apresentam obesidade ou ingerem grande quantidade de açúcar no decorrer da vida. A diabetes exige que o indivíduo corte por completo o ingrediente de sua alimentação e passe a comprar produtos do tipo “diet”, ou seja, com adoçantes.

Fodmaps

Esta é uma restrição alimentar pouco conhecida pela população, pois a lista de FODMAPS foi oficialmente criada em 2004. Ela começou a ser divulgada com essa denominação em 2005, a partir de uma publicação no jornal Alimentary Pharmacology and Therapeutics.

Mas, afinal, o significa o termo FODMAPS? Ele quer dizer Fermentable, Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols, ou seja, são os oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e hidratos de carbono de cadeia curta. Os alimentos com esses componentes causam alguns sintomas nos indivíduos como:

  • inchaço;
  • dor;
  • flatulência;
  • constipação;
  • Diarreia.

A restrição aos alimentos geralmente é indicada aos pacientes que sofrem da Síndrome do Intestino Irritável (SII). Vale lembrar que a dieta deve ser indicada por um médico gastroenterologista e acompanhada por um nutricionista, uma vez que restringe muitos alimentos comuns do dia a dia.

Ovos

Algumas pessoas também têm restrição alimentar às proteínas da clara do ovo, que causam alergia. Geralmente, as crianças são as mais atingidas com esse problema. As reações que costumam aparecer são:

  • manchas avermelhadas na pele após a ingestão;
  • urticária;
  • inchaço na boca e nos olhos;
  • diarreia,
  • vômitos;
  • tosse.

Nos casos mais graves, ainda pode ocorrer o choque anafilático. Por esse motivo, a dieta do paciente deve excluir os alimentos que contenham ovo.

Vale lembrar que o diagnóstico deve ser realizado por um médico especialista. O paciente com essa restrição alimentar pode incluir produtos veganos em sua alimentação e itens como feijão, lentilha, grão de bico e ervilha.

Como identificar uma restrição alimentar?

É muito importante ter atenção às reações que o seu corpo apresenta após algumas horas da ingestão de determinados alimentos. Se você perceber que o organismo indica sinais de alergias, irritações, excesso de gases, inchaço abdominal ou diarreia, o ideal é procurar um médico gastroenterologista.

Nos casos de alergia, por exemplo, um exame simples poderá identificar a doença. Assim, o profissional dará as orientações necessárias sobre os alimentos que devem ser evitados.

A doença celíaca, por sua vez, costuma exigir uma investigação mais aprofundada com exames de sangue, endoscopia e biópsia do intestino delgado. Em alguns casos, os pacientes demoram alguns anos para descobrir o problema, pois muitos sintomas são semelhantes a outros tipos de restrição alimentar.

O ideal é não desistir de procurar ajuda quando você não se sente bem com as reações que seu organismo apresenta, uma vez que muitas doenças podem trazer riscos à uma vida saudável e feliz.

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About Morgana Hübener Linhares Guzzo

Jornalista que descobriu o incrível mundo do Marketing. Gosta de escrever conteúdos para blogs e aprende a cada dia com um novo tema que precisa estudar. Tem pós-graduação em Comunicação Estratégica e Negócios e está concluindo um MBA em Estratégias de Marketing.

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